terça-feira, 19 de junho de 2012

Casa de 144 m² inspirada em projetos de arquitetos japoneses


O aproveitamento é máximo neste projeto. A casa que aproveita o declive do terreno (com a garagem no nível inferior) tem boa circulação de ar e mezanino
Reportagem Ronaldo Albanese | Infografia Greg e Manoel Vitorino Junior
Infografia Greg e Manoel Vitorino Junior



Os dois livros que reúnem o trabalho do Takaharu + Yui Tezuka architecture, autor de arrojadas residências em pequenos lotes urbanos no Japão, são referências constantes para o escritório paulistano 23 Sul. a linguagem dos colegas japoneses inspirou as soluções encontradas para a morada de um jovem casal de profissionais liberais em São Paulo. “Eles imaginavam uma casa iluminada, ligada ao exterior por meio de transparências, mas com a área íntima resguardada”, conta o arquiteto ivo Magaldi. as medidas enxutas do lote (7,50 x 21 m) não sacrificaram nem a arquitetura nem o desejo dos moradores. levado aos limites do terreno, sem recuos laterais, o projeto parte de um bloco fechado, onde ficam abrigados os dois quartos e os banheiros. Para tirar proveito da ventilação natural e da vista para o verde, cozinha e sala integradas apresentam dois grandes painéis de vidro voltados para o quintal da frente e o dos fundos. “Dessa maneira, abrimos mão dos recuos sem desprezar a insolação privilegiada da face norte”, explica ivo. Como na Terra do Sol Nascente, aqui privilegiou-se um lugar em comunhão com a luz, com o vento e com o entorno.Quanto vai custar*

Infografia Greg e Manoel Vitorino Junior


01. Aquecimento solar: quatro placas (Heliotek), com 1 m² cada uma, e um boiler de 400 litros, localizado sob o reservatório, esquentam a água que abastece banheiros e cozinha (o sistema auxiliar é elétrico). de cobre, os canos evitam perda de calor durante o trajeto da água até os pontos de distribuição.

02. Claraboias: elas iluminam os dois banheiros e propiciam ventilação natural permanente graças ao vão que fica sempre aberto (mas protegido pela cobertura de vidro laminado).

03. Cobertura: com inclinação de 30%, as telhas metálicas brancas com miolo de poliuretano apoiam-se sobre uma estrutura de vigas de aço galvanizado. entre o forro de drywall (também inclinado) e o telhado, uma camada de lã de rocha garante isolamento termoacústico.

04. Esquadrias: nas fachadas, os caixilhos de ferro galvanizado pré-pintado, com aplicação dupla de proteção antiferrugem e pintura final no tom cinza-escuro, têm fechamento de placas fixas de compensado naval tratado.

05. Fundações: feitas com blocos de concreto armado e brocas de 25 cm de diâmetro, preenchidas com concreto, que descem a 3 m. Vigas baldrame, também de concreto armado, interligam os blocos e realizam o travamento estrutural.

06. Paredes: são de blocos cerâmicos (11,5 x 14 x 24 cm). nos quartos e nos banheiros, foram finalizadas com massa corrida e pintura branca. sob o mezanino, pintou-se o reboco áspero de amarelo.

07- Pisos: de cimento queimado com pó de mármore, no tom cinza, em todos os ambientes. na finalização, uma resina hidrofugante. as juntas de dilatação, a cada 1,50 m, são de plástico para evitar que o material trinque.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Projeto de 53 m² sustentável e econômico vence concurso da CHDU


Aliar sustentabilidade e acesso universal à moradia foi o desafio aceito pelos arquitetos do escritório 24.7 Arquitetura. Dá pra construir com R$62,6 mil
Reportagem Rosele Martins | Infografia Sandro Grassetti e Manoel Vitorino Jr.

No meio de um edital, uma frase despertou o interesse dos arquitetos Giuliano Pelaio, Gustavo Tenca e Inácio Cardona, de Campinas, SP. “No momento está criada uma nova oportunidade, tanto para a sociedade quanto para a arquitetura nacional.” Tratava-se do Habitação para Todos – Concurso Público Nacional de Arquitetura para Tipologias de Habitação de Interesse Social Sustentáveis, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), órgão estadual paulista, e do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP). “Pudemos desenvolver um projeto na contramão das moradias existentes para populações de baixa renda”, fala Giuliano. Isso porque a competição privilegiava dois aspectos pouco contemplados nesse tipo de encomenda, porém constantes na prancheta do trio, sócio no escritório 24.7 Arquitetura: sustentabilidade e acesso universal. A empolgação compensou – a proposta conquistou o primeiro lugar na categoria Casas Térreo e será posta em prática pela CDHU, que promete erguer 200 unidades dela em Botucatu, SP, até dezembro.Quanto vai custar

* O valor de R$ 1 088,51 por m² fica abaixo do Índice A&C de abril de 2011 para construções de padrão simples na região Sudeste, avaliado em R$ 1 158,22.

Como construir
Infografia Sandro Grassetti e Manoel Vitorino Jr.



1. Aberturas: o fechamento frontal será sempre vazado, como os mostrados nas fachadas. Dessa forma, o ar fresco (setas azuis) conseguirá penetrar na moradia e percorrê-la por inteiro. O ar quente (setas laranja), mais leve, deverá entrar por uma das aberturas superiores, aquecer o ar frio e subir até escapar pelas esquadrias junto ao teto.

2. Cobertura reflexiva: telhas termoacústicas (com recheio de poliestireno) pintadas de branco se sobreporão à laje de concreto, a fim de refletir a luz solar. Dessa maneira, contribuirão para reduzir o calor dentro de casa.

3. Telhado verde: o bloco de ligação entre as áreas social e íntima receberá uma camada vegetal sobre a laje impermeabilizada com manta asfáltica. Ela poderá comportar uma horta para consumo próprio.

4. Energia limpa: sobre a torre que guarda a caixa-d’água, ficarão coletores solares voltados para o norte. Os equipamentos serão responsáveis por aquecer a água do chuveiro.

5. Fundações: serão do tipo laje radier, que se adapta a solos firmes. Caso o terreno apresente situações menos favoráveis, existe a opção de empregar outro tipo, como brocas.

6. Estrutura: toda composta de blocos de concreto autoportantes, dispensará pilares e vigas. As peças possuem orifícios centrais para acomodar fios e canos, o que facilitará a obra. Foram escolhidas também porque suas medidas favorecem a modulação do projeto em múltiplos de 15 cm.

7. Acabamentos: o piso exibirá placas cerâmicas de 30 x 30 cm. Como o sistema é modular, não haverá necessidade de cortá-las, reduzindo o desperdício. Nas paredes, os arquitetos optaram por pintura mineral, à base de cal ou silicato de potássio.

8. Esquadrias: deverão ser fabricadas sob medida usando-se ferro ou alumínio com pintura eletrostática. “Modelos prontos geralmente não conseguem atingir nossas metas de ventilação e sombreamento”, explica Giuliano.


As casas do conjunto (1) diferenciam-se pela cor das torres da caixa-d’água e pelo tipo de grade (metálica ou bambu). Mais duas alternativas para personalizar as fachadas: o painel de madeira (2) e uma parede de elementos vazados coberta de plantas (3).

fonte: CDHU

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Parâmetros de sustentabilidade norteiam programas habitacionais do governo

Critérios atendem aos aspectos econômico, social e ambiental definidos pela ONU para a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.



DCI
RIO DE JANEIRO - A construção de unidades habitacionais com aquecedor solar em todas as regiões do país, em empreendimentos que atendem a famílias com renda inferior a R$ 1,6 mil, é um dos parâmetros adotados pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Esses critérios atendem aos aspectos econômico, social e ambiental definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada em junho próximo, no Rio de Janeiro, informou a assessoria do Ministério das Cidades.
Para trabalhar a questão da sustentabilidade, o Minha Casa, Minha Vida desenvolve ações previstas na Portaria 465, de outubro do ano passado, que prevêem a promoção da melhoria da qualidade de vida das famílias atendidas, a criação de novos postos de trabalho diretos e indiretos, em especial por meio da cadeia produtiva da construção civil, a promoção de condições de acessibilidade às áreas públicas e de uso comum nos empreendimentos.
Além disso, é estabelecido o atendimento às diretrizes do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H). Entre elas, destaca-se a utilização de materiais de construção produzidos conforme as normas técnicas e a contratação de empresas construtoras certificadas.
O Minha Casa, Minha Vida destaca ainda a execução de ações inclusivas de caráter socioeducativo, destinadas ao fortalecimento da autonomia das famílias, sua inclusão produtiva e a participação dos cidadãos, de modo a contribuir para a sustentabilidade dos conjuntos habitacionais.
A principal financiadora do programa é a Caixa Econômica Federal. Para financiar os empreendimentos, o gerente nacional de Meio Ambiente da Caixa, Jean Rodrigues Benevides, disse à Agência Brasil que os projetos precisam estar regularizados nas prefeituras, concessionárias e órgãos ambientais. Eles devem também atender à legislação trabalhista. Benevides acrescentou que além de ter acessibilidade e medição individualizada de água e gás, os projetos têm que priorizar o uso de madeira de origem legal.
É recomendada ainda a arborização dos empreendimentos na proporção de uma árvore por casa, nos empreendimentos horizontais, e uma árvore por apartamento, nos empreendimentos verticais.
A Caixa tem outro instrumento voltado à sustentabilidade, o Selo Casa Azul, voluntário e que tem 53 ideias sustentáveis que podem ser incorporadas ao projeto. O proponente que aderir ao selo deve cumprir todas as regras definidas. O primeiro projeto a receber o Selo Casa Azul Caixa no âmbito do Minha Casa, Minha Vida foi o empreendimento residencial Bonelli, construído em Joinville (SC). O projeto atendeu a 32 critérios e recebeu o Selo Ouro. Outras propostas de construção de empreendimentos habitacionais estão em análise na Caixa, no âmbito do Minha Casa, Minha Vida e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na modalidade urbanização de favelas.
Jean Rodrigues Benevides observou que quando o assunto é material sustentável, todo cuidado é pouco. "É preciso considerar a durabilidade, a qualidade e o desempenho do material para a aplicação ao qual se destina. Muitas amostras de materiais chamados sustentáveis que recebemos nem sempre atendem aos requisitos mínimos básicos exigidos para garantir a qualidade e durabilidade da construção", advertiu.
A Caixa está organizando uma série de eventos próprios e com alguns parceiros para realização durante a Rio+20, da qual é uma das patrocinadoras. O evento está programado para junho próximo, no Rio de Janeiro. "Teremos estande no Riocentro, no Parque dos Atletas e no Aterro do Flamengo, nos quais iremos prestar serviços de câmbio e promover exposições de nossas iniciativas para o desenvolvimento sustentável brasileiro. Em nosso auditório acolheremos eventos promovidos pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), no período de 16 a 19 de junho".
No Teatro Nélson Rodrigues, da Caixa Cultural Rio de Janeiro, será realizado pela Carta da Terra um conjunto de recomendações para melhor convivência com o planeta. Em parceria com o Comitê Nacional Organizador da conferência da ONU e com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a Caixa executará o projeto de compensação das emissões de CO² da Rio+20 com os participantes interessados em adquirir créditos de carbono de projetos selecionados pelo comitê, informou o gerente nacional de Meio Ambiente.

fonte: http://asbea-nacional.tempsite.ws/index.asp

Brasil está entre líderes em construções sustentáveis

22/Maio/2012
O país já ocupa a quarta posição no ranking mundial com 526 empreendimentos sustentáveis construídos de 2007 a abril de 2012.

Alana Gandra/ Exame
Rio de Janeiro - O Brasil já ocupa a quarta posição no ranking mundial de construções sustentáveis, de acordo com o órgão internacional Green Building Council (US GBC). "Começa a despontar como um dos países líderes desse mercado, que vem crescendo muito nos últimos anos", disse à Agência Brasil o gerente técnico do GBC Brasil, Marcos Casado.
O primeiro prédio sustentável brasileiro foi registrado em 2004. O conceito começou a ganhar força, porém, a partir de 2007, informou Casado. De 2007 até abril de 2012, o Brasil registra um total de 526 empreendimentos sustentáveis, sendo 52 certificados e 474 em processo de certificação no US GBC. Até 2007, eram apenas oito projetos brasileiros certificados.
O ranking mundial é liderado pelos Estados Unidos, com um total de 40.262 construções sustentáveis, seguido pela China, com 869, e os Emirados Árabes Unidos, com 767. Marcos Casado lembrou que, nos Estados Unidos, esse processo começou 15 anos antes do que no Brasil. "Eles já têm uma cultura toda transformada para isso e nós ainda estamos nessa etapa inicial de mudar a cultura e provar que é viável trabalhar em cima desse conceito na construção civil, que é um dos setores que mais causam impacto ao meio ambiente".
Já existe, segundo o gerente técnico do GBC Brasil, o engajamento do setor da construção nesse tipo de mercado, que se mostra bastante aquecido no país e no mundo. Além disso, Casado destacou que há um conhecimento maior por parte das pessoas, devido aos benefícios que esse conceito acaba introduzindo na construção. "Eles vão desde a economia dos recursos naturais e a redução dos resíduos, até a redução dos custos operacionais da edificação, depois do seu uso. Isso vem levando as construtoras e grandes empresas a adotar esse conceito".
Para Casado, as construções sustentáveis são uma tendência mundial. "A gente tem hoje, só em certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) no mundo, mais de 60 mil projetos. Então, é uma tendência muito grande e a gente percebe que esse número cresce a cada dia". Desde agosto do ano passado, vem sendo registrado pelo menos um projeto por dia útil no Brasil, buscando certificação. Marcos Casado estima que até o fim deste ano, o número de empreendimentos sustentáveis brasileiros em certificação alcance entre 650 e 700.
Os chamados prédios verdes não têm, entretanto, nível de emissão zero de gás carbônico. "Mas a gente reduz muito esses impactos", explicou o gerente. Em vários países do mundo, já existem prédios autossustentáveis, que geram a própria energia que consomem e neutralizam o carbono emitido. Essa tecnologia, entretanto, ainda não foi implantada no Brasil. "A gente está caminhando para isso. Acredito que, em breve, em cinco ou dez anos no máximo, a gente vai estar com esses edifícios também no Brasil".
Para os moradores de prédios sustentáveis, também há benefícios, declarou. "Para o usuário comercial ou residencial, a grande vantagem está no custo operacional, porque eu reduzo, em média, em 30% o consumo de energia, entre 30% e 50% o consumo de água, além de diminuir a geração de resíduos". O custo operacional fica, em média, entre 8% e 9% mais barato do que em um prédio convencional. Por isso, relatou Casado, os prédios sustentáveis são mais valorizados pelos construtores e apresentam preço mais alto. "A contrapartida vem no custo operacional. Acaba sendo mais barata a operação e ele equilibra esse custo financeiro".
O GBC Brasil está iniciando um trabalho com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de São Paulo para incorporar o conceito de sustentabilidade também em construções populares. Cobertura verde, aproveitamento da água pluvial, aquecimento solar e aumento do pé direito para melhoria do conforto são alguns dos itens em estudo. "Isso acaba barateando o custo operacional".
O GBC Brasil desenvolve também o projeto da Copa Verde. Estão sendo certificados com o selo de sustentabilidade 12 estádios que se acham em reforma ou em construção nas cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014. O projeto Greening the Games: How Brazil's World Cup Is Driving Economic Changes' (Tornando os Jogos Verdes: Como a Copa do Brasil Está Levando a Mudanças Econômicas) será apresentado no próximo dia 16 de junho, no auditório T9 do Riocentro, onde ocorrerá a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
No dia 18, a organização divulgará um documento oficial sobre construção sustentável em evento paralelo à conferência da ONU, no Forte de Copacabana, "visando a expandir essa economia verde no país". O evento é organizado pelas federações das Indústrias dos estados do Rio de Janeiro (Firjan) e São Paulo (Fiesp), entre outras entidades.

fonte:http://www.asbea.org.br/

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Califórnia quer todas as casas novas com eficiência energética até 2020

Por CicloVivo, publicado em Exame.com, em 30/08/2011

Práticas sustentáveis incluem uso de materiais ecológicos, sistemas de aquecimento e refrigeração a partir de energia alternativa e reciclagem

Projeto de casa "verde" do escritório C.F. Møller Architects - Divulgação/C.F. Møller Architects 


São Paulo - Habitação sustentável vem em todas as formas e tamanhos e, em 2020, o estado da Califórnia espera que todos os seus novos projetos habitacionais sejam beneficiados dentro do conceito de consumo zero de energia. Práticas sustentáveis incluem materiais, aquecimento e sistemas de refrigeração, captação de energia, reciclagem, técnicas de construção e muitos outros sistemas e tecnologias que estão se desenvolvendo diariamente.

Com tanta inovação contínua, a meta da Califórnia é fazer todas as novas habitações com eficiência energética. Enquanto muitos concordam que isso, de fato, é a abordagem mais responsável e inteligente para nosso crescente consumo energético, incorporadoras e construtoras estão divididas sobre os obstáculos potenciais financeiros que surgem a partir de tal objetivo.

Os grupos responsáveis ​​por estabelecer este objetivo no estado americano são a Comissão de Energia e a Comissão de Utilidades Públicas da Califórnia (PUC, sigla em inglês), que recebem autoridade para preparar tal objetivo sob o Ato de Soluções para o Aquecimento Global, mais conhecido como AB32, que exige que o Estado reduza suas emissões de gases de efeito estufa até 2020.

Jeanne Clinton, criadora do plano e gerente da filial da divisão de energia na PUC, disse que é importante tornar as metas conhecidas no mercado para se certificar de que todos estão fazendo sua parte. Panama Bartholomy, vice-diretor para a eficiência e energias renováveis ​​da Comissão de Energia, observa que esta estratégia de fazer construtoras de moradias e proprietários, individualmente responsáveis é mais econômica do que construir novas infraestruturas para acomodar as necessidades energéticas crescentes.

Para alcançar esse objetivo serão exigidos a cooperação entre várias agências que podem requerer mandatos federais e estaduais, incentivos, subsídios e financiamentos feitos pela agência de investigação.

A Comissão de Energia da Califórnia apresenta um novo conjunto de padrões a cada três anos, então, presumivelmente, em 2020, será determinado um mandato de consumo zero de energia. Ao longo dos próximos nove anos, construtores e compradores serão capazes de transitar entre as novas exigências e as despesas iniciais.

As construtoras também estão esperançosas de que até lá, os preços das casas terão baixado o suficiente para cobrir as despesas iniciais adicionais da construção de casas com eficiência energética. O que os empreiteiros estimam é um adicional de US$ 25 mil a US$ 50 mil. Com isto em mente, apesar da adaptação das casas já construídas ser mais difícil, casas novas têm a chance de reunir, no futuro, diretrizes de energia que prometem produzir tecnológica e esteticamente uma arquitetura inovadora em um futuro próximo.