quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mobilidade Urbana Sustentável: Curitiba e Rio de Janeiro estão na frente

Curitiba ficou em segundo lugar

Rio de Janeiro e Curitiba são as capitais brasileiras com melhores indicadores de mobilidade urbana sustentável. É o que mostra o Estudo Mobilize 2011, realizado pelo portal Mobilize Brasil (www.mobilize.org.br ), a partir de informações de órgãos governamentais, institutos de pesquisa, universidades e entidades independentes.

O Rio ficou com a nota 7,9, numa escala de zero a dez, enquanto a capital paranaense ganhou a nota 7. As piores notas foram obtidas pelas cidades de São Paulo e Cuiabá, principalmente em função do uso excessivo de automóveis e motocicletas na locomoção urbana nessas capitais. Brasília, terceira colocada no ranking, ficou com a nota 5,1, enquanto Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Natal ficaram com notas entre 3 e 4.

"A ideia foi comparar o desempenho das capitais brasileiras e, por isso, a escala de pontuação tomou como parâmetro as próprias cidades e não referências internacionais de sustentabilidade em mobilidade urbana", explica o economista e jornalista Thiago Guimarães, que coordenou o estudo.

O Estudo Mobilize 2011 procurou inicialmente avaliar treze capitais brasileiras, incluindo Goiânia, Fortaleza, Manaus e Recife, mas a carência de dados resultou na exclusão das cidades. Também previa avaliação de outros indicadores da mobilidade urbana sustentável, que não puderam ser levantados em todas as localidades, como a quantidade de CO2 emitido pela frota, viagens feitas por modos não motorizados, calçadas com acessibilidade.

A maior dificuldade para a realização do estudo foi localizar fontes confiáveis de informações, já que na maior parte das cidades os números estavam dispersos por vários gabinetes, em secretarias e departamentos, ou simplesmente não existiam.

Por exemplo, algumas grandes cidades brasileiras ainda desconhecem a extensão total de suas vias públicas, e raras delas sabem quantos quilômetros de calçadas são acessíveis a deficientes.

Ao final, foram considerados cinco indicadores:
- Extensão de vias adequadas ao trânsito de bicicletas em relação à extensão do sistema viário;
- Razão entre a renda média mensal e a tarifa simples de ônibus urbano;
- Razão entre o número de viagens por modos individuais motorizados de transporte e o número total de viagens;
- Porcentagem de ônibus municipais acessíveis a pessoas com deficiência física;
- Mortos em acidentes de trânsito (por 100.000 habitantes) por ano.

Mobilidade sustentável

"Mobilidade urbana sustentável é integração inteligente de vários modos de transporte urbano, com a maior eficiência e conforto possível para os passageiros, com o menor impacto ambiental para os espaços urbanos", conceitua Ricky Ribeiro, diretor executivo do Mobilize Brasil. Ricky é um jovem administrador público que luta atualmente contra uma doença que lhe roubou os movimentos e até a voz.

"O planejamento de transportes e a política urbana devem permitir que os cidadãos consigam chegar ao local de trabalho, ao mercado, ao teatro, enfim, sem que necessariamente realizem um grande número de deslocamentos por meios motorizados", argumenta Thiago Guimarães.
O Mobilize Brasil pretende repetir o estudo anualmente, de forma a acompanhar a evolução dos investimentos em transporte público nas cidades brasileiras nos próximos anos.

Sobre o Mobilize Brasil

O portal Mobilize Brasil é o primeiro site brasileiro dedicado ao tema da mobilidade urbana sustentável. Mobilidade urbana sustentável envolve a implantação de sistemas sobre trilhos, como metrôs, trens e bondes modernos (VLTs), ônibus "limpos", com integração a ciclovias, esteiras rolantes, elevadores de grande capacidade. E soluções inovadoras, como os teleféricos de Medellin (Colômbia), ou sistemas de bicicletas públicas, como os implantados em Copenhague, Paris, Barcelona, Bogotá, Boston e várias outras cidades mundiais.

Para saber mais, acesse www.mobilize.org.br

Da Redação.

fonte:http://www.obra24horas.com.br/

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Na onda dos prédios verdes - Entenda o que é um edifício ecologicamente correto e saiba por que o Rio tem investido neles

Por Daniela Pessoa, para Veja Rio, 20 de Novembro de 2011


Edifício Cidade Nova, no Centro do Rio: primeiro prédio do Brasil a ganhar certificação verde

Seguindo padrões de construção sustentável, os edifícios verdes estão conquistando os cariocas. O ator Bruno Gagliasso é um dos que investiu na causa. O novo lar do galã, que está sendo construído em São Conrado com piscina aquecida naturalmente e teto que favorece a iluminação natural, tem o projeto sustentável assinado pelo arquiteto Marcio Kogan. Até agora, no entanto, o grande filão do mercado verde tem sido os empreendimentos comerciais. O primeiro do Brasil a ganhar certificação verde é carioca, o Edifício Cidade Nova (Rua Ulisses Guimarães, 565). Nos próximos dois anos, quase metade dos lançamentos corporativos na cidade (40,8%) será de prédios ecológicos, de acordo com estudo da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield. Mais do que uma jogada de marketing das construtoras para valorizar os imóveis, que acabam saindo entre 2% e 7% mais caros na compra ou aluguel, os prédios verdes ajudam, de fato, a preservar o meio ambiente. E os atrativos vão além.
Apesar de mais caros, os edifícios sustentáveis garantem, a longo prazo, economia de até 30% na conta de luz e 50% na de água. Isso porque, para ser considerado verde, um empreendimento precisa adotar conceitos de sustentabilidade como reaproveitamento de energia e água. "Além de reduzir os custos de operação e manutenção, ter uma sede verde implica em outros benefícios como valorização da imagem corporativa e melhora da produtividade no ambiente de trabalho", afirma Diana Csillag, diretora do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS).


Prédios verdes: proteção do meio ambiente e economia a longo prazo


Portanto, não se trata apenas de instituir coleta seletiva ou oferecer um amplo jardim arborizado. São necessárias estratégias e soluções de engenharia e arquitetura bem planejadas e definidas que reduzam os impactos ambientais gerados pelo edifício durante sua construção e durante todo o período em que estiver ocupado. A questão é complexa. Não à toa, existem selos que certificam as obras verdes, garantindo sua legitimidade. O AQUA (Alta Qualidade Ambiental), que tem como base o sistema francês HQE, é um deles, concedido pela Fundação Vanzolini.

O mais conhecido, porém, é o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), do Green Building Council (GBC), órgão responsável pela concessão do certificado. Criado em 1999 nos Estados Unidos, o selo pode chegar a custar 50 000 reais. Hoje, o Brasil é o quarto país no ranking mundial de empreendimentos buscando o LEED, com 384 registrados, atrás apenas de Estados Unidos, Emirados Árabes e China. No Rio, seis edifícios já têm o certificado e 51 estão em fase de análise. Os grandes eventos esportivos - Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 - vão impulsionar ainda mais o avanço dos edifícios verdes no Rio. O GBC Brasil já firmou inclusive um protocolo com o Comitê Olímpico Brasileiro para que as obras que servirão aos jogos sejam todas certificadas.

Durante o processo de certificação LEED são avaliados inúmeros fatores com base em sete critérios principais. Adapte-os para o seu lar, tornando-o eco friendly também.

1 - Escolha do terreno. De acordo com o engenheiro Marcos Casado, gerente-técnico do GBS Brasil, para ser verde um edifício precisa ocupar um espaço sustentável, ou seja, a escolha do terreno deve levar em conta o menor impacto durante a construção, bem como a proximidade à rede de transportes públicos e serviços. Dessa forma, evita-se o uso do carro, altamente poluente, e estimula-se a locomoção a pé e através de ônibus ou metrô, por exemplo. Este critério também diz respeito a recursos que amenizem o efeito da ilha de calor. "A temperatura na cidade, em meio ao concreto e ao asfalto, é em média 8 ºC superior em relação à de áreas arborizadas", explica Casado. Por isso, é importante apostar em telhados verdes, com jardim, uma vez que a vegetação, além de promover a biodiversidade, ajuda a amenizar a temperatura do prédio. Outra opção é o telhado com cobertura clara, que reflete a luz ajudando a bloquear o calor e, consequentemente, reduzindo o uso do ar condicionado.

Colégio Estadual Erich Walter Heine, em Santa Cruz, e seu telhado verde: primeira escola totalmente sustentável da América Latina

2 - Uso racional da água. Para reduzir ao máximo o consumo, devem ser usados aparelhos economizadores como torneira eletrônica, mictório a seco, válvulas de descarga dual flush ou até mesmo vaso sanitário a vácuo. "O sistema dual flush permite usar metade da vazão de água de uma descarga convencional", explica o engenheiro civil Raphael Costa, da SIG Engenharia. Nas áreas verdes do prédio, as plantas devem ser adaptadas às altas temperaturas. Dessa forma, necessitam de pouca rega. E o sistema de irrigação, por sua vez, deve ser automático. Outro recurso importante é o reaproveitamento da água não potável. A da chuva ou a do esgoto tratado, por exemplo, deve ser captada para ser usada vasos sanitários ou na lavagem de pisos, por exemplo.

3 - Eficiência energética. O aproveitamento da luz e da ventilação naturais para iluminar e deixar os ambientes mais frescos ajuda a reduzir o consumo de energia. Equipamentos de ar condicionado e outros eletro-eletrônicos devem ter o selo Procel, que garante os melhores níveis de eficiência energética. O Rio Office Tower (Avenida Presidente Vargas, 1001), que aguarda o selo LEED Gold, tem ainda sistema de ar condicionado com sensor de CO2. "Os aparelhos só promovem a troca de ar quando o nível de gás carbônico está alto de acordo com o padrão da ANVISA, o que ajuda a poupar energia", explica o engenheiro cível Raphael Costa, da SIG Engenharia, responsável pela obra em questão. Já as lâmpadas dos prédios verdes são frias, pois são as que apresentam melhor compensação energética. As LED, por exemplo, consomem 26 watts cada contra os 32 watts da tradicional. Edifícios ecologicamente corretos investem também em fontes de energia renováveis, como eólica e fotovoltaica. Há ainda a opção de comprá-la do Aterro de Gramacho, que produz energia a partir do lixo, ou de pequenas hidrelétricas, que causam menor impacto ambiental.


Rio Office Tower: ambientes de cores caras, que refletem a luz e dispersam o calor, e lâmpadas T5, frias, que consomem menos energia

4 - Qualidade ambiental interna. Um prédio verde deve oferecer conforto e bem-estar aos ocupantes, o que, no caso dos empreendimentos comerciais, implica em aumento da produtividade dos funcionários. Janelas com paisagem e produtos como tinta, cola e verniz sem cheiro, por exemplo, contribuem para a saúde das pessoas, tanto física quanto mental. Não à toa, um edifício verde prioriza aspectos como a vista, boa iluminação natural e produtos sem teor de compostos orgânicos voláteis, que deixam cheiro forte. O controle de qualidade do ar através de filtros de ar condicionado, por exemplo, também é um ponto importante.

5 - Materiais e recursos. O selo LEED também avalia a matéria-prima utilizada na construção. A madeira certificada, a de reflorestamento ou a de ciclo vegetativo rápido, como bambu e eucalipto, são bons exemplos de material sustentável, bem como as tintas ecológicas à base d’água, como as epóxi, com baixo teor de química e sem cheiro. O Edifício Cidade Nova, um empreendimento da Bracor e da Ruy Rezende Arquitetura, tem também vidros insulados na fachada, um sistema de duplo envidraçamento que permite aproveitar ao máximo a luz natural com bloqueio do calor. Já o carpete do Rio Office Tower foi confeccionado com 80% de material reciclado, e sua cola especial não agride o meio ambiente.

Além disso, costumam ser adotados nas obras verdes critérios de seleção de materiais pela distância de fabricação, evitando-se fornecedores de longe, que queimariam combustível por mais tempo nas estradas. A gestão de resíduos da obra também é essencial, ou seja, é preciso cuidar para que o lixo produzido durante a construção do prédio verde não sobrecarregue os aterros sanitários. Uma opção é o encaminhamento de resíduos recicláveis a empresas de reciclagem - 97% do entulho do Rio Office Tower teve esse destino.

Ventura Corporate Towers (prédio com duas torres, ao centro): edifícios verdes também priorizam aspectos como a vista

6 - Inovações e tecnologias. As construtoras e os escritórios de engenharia devem também ser criativos se quiserem conquistar o selo verde com pontos adicionais (não à toa existe o LEED Prata, o Gold e o Premium). No escritório do próprio GBC Brasil, em São Paulo, há, por exemplo, um moderno sistema de descontaminação do ar. Revitalizar parques no entorno do prédio, ao invés de concentrar esforços apenas na própria obra, também é uma atitude sustentável extra bem avaliada no LEED.

7 - Créditos regionais. Diz respeito a adaptações que estimulem mudanças culturais de comportamento. É o caso, por exemplo, do prédio comercial Ventura Corporate Towers, construído pela incorporadora norte-americana Tishman Speyer e pela Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário. Detentor do selo LEED Gold, o prédio disponibiliza vagas preferenciais para carros a álcool ou gás natural, desestimulando o uso da gasolina. Elas ficam estrategicamente mais próximas aos acessos principais do edifício, ocupado por escritórios do BNDES e da Petrobras. A estratégia é a mesma no Edifício Cidade Nova, que também dispõe de vagas reservadas aos veículos de baixa emissão de poluentes.

Comentários:

Caros, aproveito para informar que estão abertas as matrículas para o MBA em Construções Sustentáveis INBEC / UNICID / GBC Brasil no Rio de Janeiro, com início previsto para Janeiro 2012.

Mais informações em: http://inbec.com.br/mba_constru_sus.php ou (21) 3005 9565.Fico também à disposição para esclarecimentos.

Arq. Antonio Macêdo Filhoamacedo@ecobuilding.com.br

fonte:http://amacedofilho.blogspot.com/2011/11/na-onda-dos-predios-verdes-entenda-o.html

PINIweb.com.br | Concurso propõe projeto de revitalização dos largos do Pelourinho, na Bahia | Construção Civil, Engenharia Civil, Arquitetura

PINIweb.com.br | Concurso propõe projeto de revitalização dos largos do Pelourinho, na Bahia | Construção Civil, Engenharia Civil, Arquitetura

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Toyo Ito lidera projeto para reconstrução de casas em áreas devastadas por tsunami no Japão

Protótipo de habitação será apresentado no pavilhão japonês da Bienal de Arquitetura de Veneza em 2012
Mauricio Lima

O papel da arquitetura após um desastre é o tema do pavilhão japonês na Bienal de Arquitetura de Veneza 2012, que deve retratar habitações para a reconstrução de Kamaishi, no Japão, após o terremoto e o tsunami que devastaram a cidade oito meses atrás.
Protótipo construído em Sendai, que também foi atingida 

O projeto de reconstrução, denominado "Home For All", é liderado pelo arquiteto Toyo Ito, comissário da Fundação Japonesa. "Depois de tudo que aconteceu, as atividades cotidianas tiveram que ser retomadas nesses locais. E os habitantes estão reconstruindo tudo, com a determinação e com a força baseada no instinto animal primário de sobreviver e continuar a vida. Como arquiteto, tive que me perguntar: eu realmente consigo criar uma arquitetura que alcance as expectativas de pessoas com essa vontade vibrante de viver?", declarou.

Além de Ito, Kumiko Inui, Sou Fujimoto e Akihisa Hirata ficaram responsáveis pelo programa, que é colaborativo e recebeu mais de 900 propostas. As casas criadas pelo projeto deviam ter estruturas pequenas, mas oferecer um local confortável para o habitante. Todos os projetos tinham de levar em conta as dificuldades para a evacuação de uma casa durante um desastre. O primeiro protótipo foi finalizado no mês de outubro, em Sendai. "A ideia é que essas casas tragam conforto para quem teve que passar por um processo tão difícil e que moraram por muito tempo em abrigos temporários. Podem ser utilizadas estruturas que ainda conseguiram ficar de pé ou serem construídas casas totalmente novas", disse Ito.

Quando o visitante entrar no pavilhão japonês da Bienal, verá a exposição de projetos dos quatro arquitetos e das muitas propostas colaborativas recebidas de arquitetos e crianças. Fora do pavilhão, como elemento final da exibição, haverá uma casa projetada pelo quarteto, que após o evento, será transportada para uma área afetada pelos terremotos no Japão.

Fotografias de Naoya Hatakeyama que mostram como Kamaishi ficou após o desastre também serão exibidas na mostra, assim como o processo de reconstrução que foi iniciado pelos próprios moradores locais.
Planta da residência projetada para Sendai

fonte: http://www.piniweb.com.br//construcao/arquitetura/toyo-ito-lidera-projeto-para-reconstrucao-de-casas-em-areas-240945-1.asp?utm_source=Virtual+Target&utm_medium=email&utm_content=&utm_campaign=NL+Arq+14/11&utm_term=

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

UM NOVO CONCEITO SUSTENTÁVEL PARA ESCRITÓRIOS

Philips transfere atividades para escritório sustentável e implementa jeito inovador de trabalhar

Com meta de se tornar empresa líder de saúde e bem-estar, a Philips implementou o conceito Workplace Innovation que estimula a integração das pessoas, o uso de tecnologia de ponta e proporciona mais qualidade de vida, tudo aliado a sustentabilidade das atividades




São Paulo, Brasil - A Philips oferece em seu portifólio produtos nas áreas de iluminação, cuidados com a saúde e consumo e estilo de vida, que visam proporcionar saúde e bem-estar às pessoas. Em linha com o objetivo de ser líder em saúde e bem-estar, a Philips do Brasil apresenta sua maneira inovadora de trabalhar dentro do conceito Workplace Innovation (WPI). O objetivo desse conceito é tornar o ambiente de trabalho um local onde as pessoas tenham todas as condições de trabalhar de maneira inteligente, eficiente, sustentável e ao mesmo tempo com mais qualidade de vida.

Por meio do design e de uma nova filosofia de gestão a Philips revoluciona a sua forma de trabalhar, proporcionando equilíbrio entre a vida pessoal e profisisonal. Tudo para alinhar ainda mais o seu dia-a-dia á sua missão de ser a empresa líder em saúde e bem-estar. Não ter mais estação de trabalho fixa, interagir com as diversas áreas da empresa, conscientizar-se para o uso do squeeze em vez do copinho plástico, usufruir de espaços diferenciados para as atividades diárias, contar com tecnologia de ponta para a comunicação, imprimir menos papel, horários flexíveis e home office como opção de trabalho, escolher a escada em vez do elevador. Essas são algumas das características da nova realidade de trabalho da Philips. Um conceito global desenvolvido especialmente para a empresa, que estimula seus funcionários a transformar, por completo, a forma de executar as atividades e a viver a sustentabilidade todos os dias. Essa mudança acontece mundialmente e o Brasil é um dos 7 países, único da América Latina, que já adotou o WPI. Os outros países que já o adotaram são: EUA, Turquia, Holanda, China, Índia e Suécia. Outros 36 projetos estão em desenvolvimento em todo o mundo, seguindo guidelines de sustentabilidade, inovação e mobilidade.




O projeto brasileiro proporciona uma estrutura moderna que contempla um novo escritório – modelo único na América Latina - tecnologias que permitem integração total entre todas as equipes, tanto do Brasil quanto do exterior, e critérios de sustentabilidade que visam à certificação da Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), da US Green Building Council, na categoria escritório verde. Todo o trabalho de implementação do WPI busca o equilíbrio de três pilares fundamentais: Pessoas, Ambiente e Tecnologia, ingredientes fundamentais para uma receita equilibrada de produtividade e qualidade de vida.

“O WPI é um dos principais pilares para nos ajudar a atingir a meta de nos tornarmos uma empresa líder em saúde e bem-estar. A Philips adotou novos conceitos que reforçam o foco em sustentabilidade, inovação e mobilidade e tem como principal expectativa a prática desses princípios. Nosso maior desejo é proporcionar bem-estar aos nossos funcionários, clientes e parceiros, estimular a consciência e a responsabilidade socioambiental, mostrar que é possível atuar no mercado de trabalho com muita competitividade, porém com respeito aos nossos valores. Queremos que cada um faça sua parte dentro e fora da empresa, contribuindo para um planeta melhor e mais sustentável”, afirma o presidente da Philips do Brasil, Marcos Bicudo.



Na prática, as mudanças foram incorporadas meses antes da mudança, com treinamentos e preparação dos funcionários para a nova realidade, limpeza geral do escritório antigo – reciclando toneladas de papel – e construção do escritório em si, uma obra limpa, onde tudo foi feito de maneira adequada, visando a economia de recursos e descarte adequado de materiais. Os cuidados com cada detalhe foram minuciosos, 35 espaços foram analisados antes da escolha final. Fatores como a localização, o suporte de tecnologias e as rotas para o transporte ajudaram a determinar a escolha do novo escritório, que agora está no Castelo Branco Office Park, em Barueri (SP).

São oito mil m2 distribuídos por quatro andares. Não há mais diferenciação estrutural hierárquica e poucas pessoas têm estações de trabalho fixas, o que permitirá ao funcionário integração com todas as equipes e flexibilidade de trabalhar no espaço que melhor lhe for útil para determinada atividade, inclusive em casa, se for necessário. Um dos andares é dedicado aos serviços, como agência bancária, ambulatório, Espaço Mais Vida (relaxamento e massagem), salas de treinamentos e lanchonete.

Os projetos de arquitetura, iluminação e tecnologia foram as principais ferramentas que permitiram a implementação do conceito WPI da Philips. O novo espaço foi desenvolvido com foco na necessidade dos usuários. Os ambientes de trabalho foram dimensionados, iluminados e mobiliados de acordo com a atividade que será realizada naquele local. O projeto de iluminação contempla o que há de mais moderno no portfólio mundial da Philips. Os recursos têm iluminação com LEDs, sensores de presença e sistemas de luz dinâmica que permitem uma ambientação personalizada capaz de simular diversas variações de luminosidade. As luminárias aplicadas são de design futurista, algumas inéditas no Brasil, e permitem, além da sensação de bem-estar para o trabalho, a economia eficiente de energia.

Para garantir os princípios de mobilidade, flexibilidade e produtividade, a Philips disponibiliza aos funcionários uma série de recursos tecnológicos. Há um sistema de conexão completa (seja por e-mail, compartilhamento de dados, comunicador interno, webmeetings (Connect Meeting e Connect Webmeeting) e conexões para chamadas telefônicas. Assim, fica ainda mais fácil localizar todos da empresa. Há ainda internet sem fio em todos os andares, acesso ao prédio simplificado com cartão inteligente, telefone celular, aplicações para chamadas VoIP gratuitas para chamadas de PC para PC e reuniões virtuais. Além disso, a empresa possui sistema de impressão e digitalização de arquivos central, que estimulará a redução de impressões de uma forma geral, economizando o uso de papel e estimulando uma rotina sustentável.


O novo ambiente de trabalho, além de ser um show case da empresa, reforças um valor essencial da Philips que é depender um dos outros. A liberdade , a responsabilidade e busca por resultados excelentes fazem parte do conceito do novo escritório da organização.



Sobre a Philips do Brasil

A Philips do Brasil é uma subsidiária da Royal Philips Electronics da Holanda e atua no País há 86 anos. Líder dos mercados locais de eletroeletrônicos, eletrodomésticos portáteis, produtos para cuidados pessoais, lâmpadas, aparelhos de raio X e sistemas de monitoramento de pacientes. Outras informações para a imprensa estão disponíveis no site da Philips do Brasil: www.philips.com.br.

Sobre a Royal Philips Electronics 

A Royal Philips Electronics da Holanda (NYSE: PHG, AEX: PHI) é uma empresa diversificada de saúde e bem-estar, com foco em melhorar a vida das pessoas por meio de inovações oportunas. Líder global em cuidados com a saúde, estilo de vida e iluminação, a Philips integra tecnologia e design ao prover soluções para as pessoas, baseadas fundamentalmente em pesquisas com consumidores e na promessa de marca “sense and simplicity”. Com sede na Holanda, a Philips emprega aproximadamente 116 mil funcionários em mais de 60 países. Com um volume de vendas de 23 bilhões de euros em 2009, a empresa é líder de mercado em soluções para cuidados cardíacos, cuidados com a saúde em casa, soluções eficientes em iluminação e novas aplicações de iluminação, bem como em produtos de consumo e estilo de vida para o bem-estar pessoal, com forte posicionamento em flat TV, barbeadores elétricos, entretenimento portátil e saúde bucal. Mais informações sobre a Philips podem ser encontradas no site www.philips.com/newscenter.

Projeto Arquitetônico : Andrade Azevedo Arquitetura Corporativa www.andradeazevedo.com.br 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Hotel móvel Sustentável

Travelling Green Hotel


O Rusticae Espanhol rede de hotéis, é bem conhecida pela sua variedade de belos hotéis e villas,localizado em um dos mais impressionantes áreas da zona rural da Espanha. Esta nova adição,concebido em colaboração com arquitetos Modulab espanhol, não é excepção, sendo a única diferença, é construído para viajar!

Com 36m2 o "Travelling Eco Hotel Suite", é um quarto de hotel modular sustentável, construída de forma semelhante à das moradas de férias da Nova Zelândia. O Eco Hotel foi projetado para ser carregado na parte traseira de um caminhão/ caminhomete, ou seja, uma forma sustentável dos famosos trailers.

Travelling Green Hotel

Totalmente modular, foi construído com um sistema pré-fabricado, reduzindo o tempo de construção e resíduos. Materiais utilizados na construção do Hotel Eco são provenientes de fontes renováveis ​​certificadas, com 100% dos materiais reciclados ou que pode-se ser reciclado para uso posterior.

Estima-se uma redução de cerca de 72% quando comparado a um edifício normal, e são alcançadas através do uso de sistemas, incluindo, água quente gerado a partir dos painéis solares, uma bomba de calor para ajudar a manter a temperatura interna, sistema de reuso de água da chuva e iluminação natural e mecânica com luminárias de LED.

Travelling Green Hotel

O interior da suíte foi desenhado por Tomas Alia, que criou um ambiente elegante e harmonioso, com uma paleta de cores naturais em seus acabamentos, e uso inteligente na distribuição dos espaços, mesmo compacto, manteve-se o conforto. Tintas e acabamentos são todos de baixo VOC o que garante um ambiente saudável, até mesmo os tecidos e cortinas são provenientes de materiais sustentáveis ​​e reciclados.

O "Travelling Eco Hotel Suite" é um bom exemplo do que pode ver na nova maneira sustentável de desfrutar a vida, não deixe de vê-los na próxima vez em que visitar a Espanha.

fonte: Green Magazine

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

CASA RECICLADA!


Casa Feita de Materiais Reciclados
Casa Feita de Materiais Reciclados. Este notável trabalho de reciclagem reverte comum algumas práticas no que se refere ao processo de construção. Primeiro, começou com a reutilização, em vez de design, em um projeto dos arquitetos da empresa holandesa 2012 Architecten.Casa Feita de Materiais Reciclados
O projeto ostenta uma aparência contemporânea construído sobre “superuse” que reduz os custos de transporte e construção, bem como o impacto ambiental.
Usando uma combinação do Google Maps e contatos locais, os designers e os clientes vasculharam áreas a poucos quilômetros de sua localização para encontrar scrapyards, pilhas de lixo não-oficiais, o lixo excedente estranho e muito mais – eles também entrevistou amigos, familiares e colegas para ajudar a recolher as peças quebradas, como guarda-chuvas e coisas afins.
Casa Feita de Materiais Reciclados
No fim, acabada a casa é composta principalmente por material reciclado, cada elemento analisado, em seguida, encaixar um esquema de evolução. Isso não quer dizer que a sensação e o olhar do local é secundário, basta saber que ele cresceu, fora do que estava à mão, em vez de um objetivo primordial da idéia do projeto. A residência acomoda as necessidades do cliente para tetos altos e paredes de grandes superfícies para a exibição de arte moderna, mas foi construído em torno do que poderia ser colhido na região também.
Veja mais sobre Casa Feita de Materiais Reciclados no site http://dornob.com/

terça-feira, 12 de julho de 2011

Cinzas de vulcão Chileno são reaproveitadas para construção de casas populares


 28 de junho de 2011 | Nas Categorias: Arquitetura Verde | Por: Vanessa Mendes Argenta



Quem acompanha o noticiário com certeza ouviu falar sobre o vulcão Puyehue, no Chile, cujas cinzas se espalharam por todo o Cone sul, afetando muito o tráfego aéreo e o turismo na região. Cidades a mais de 100 quilômetros de distância foram afetadas pelas cinzas, inclusive San Carlos de Bariloche e Buenos Aires.

As cidades mais próximas do Puyehue ficaram tomadas pelas cinzas vulcânicas, o que ocasionou o fechamento de estradas, a poluição de reservatórios de água e a falta de energia elétrica. Uma das cidades mais afetadas foi Villa La Angostura, que fica na Argentina, a cerca de 40 quilômetros do vulcão.



Mas ao invés de chorar sobre as cinzas derramadas, os moradores dessa cidade partiram para uma ação sustentável: usar as cinzas para fabricar blocos de construção!

Com o apoio do governo local, os blocos já estão sendo produzidos, usando a força de trabalho dos moradores que estavam desempregados e os equipamentos adquiridos pelo Ministério do Desenvolvimento Social.



Acrescentando um pouco de cimento às cinzas, podem ser fabricados blocos para paredes, bloquetes para piso e tubos para instalações hidráulicas. Com mais de cinco milhões de metros cúbicos de cinzas acumuladas nas ruas, matéria-prima é que não vai faltar por enquanto. A intenção é construir, num primeiro momento, moradias para a população de baixa renda. Em regime de cooperativa, espera-se empregar mais de 32 famílias diretamente na produção dos blocos.

Além da limpeza das ruas e da geração de empregos, espera-se com isso estimular o turismo na região, construindo hotéis e estações turísticas com o material. Na situação de calamidade que se encontra a cidade, essa ação conjunta com a natureza pode ser uma esperança para os moradores tão afetados pelo poderoso Puyehue.

Veja o video da BBC (se estiver lendo via e-mail ou RSS clique aqui para ver o video).

fonte: 
http://www.coletivoverde.com.br/cinzas-vulcao-chileno/

TINTAS A BASE DE TERRA - ECOLÓGICAS E SUSTENTÁVEIS




As práticas de pintura que usam o solo como pigmento natural, existem desde o tempo das cavernas e ainda são muito utilizadas no ambiente rural.

O resgate das técnicas da pintura feitas com terra; usando solos como pigmentos já permitiu, só aqui no Brasil; a catalogação de mais de 40 cores básicas, que podem ser inclusive misturadas entre si, resultando numa infinidade de cores e tons.

A releitura desse conhecimento tradiconal e popular vem colocando em evidência o valor do imperbeabilizante feito a partir do cactos de palma e/ou do que é feito com a cola de amido - conhecida como "grude" (usado em papagaios e pipas), que fazem com que a pintura se agarre bem nas paredes, impedindo que a tinta solte-se facilemente como outrora, quando fazia grande labuzeira no momento da aplicação e grudava em roupas e no corpo após aplicada.

Assim é, que a opção de menor custo na produção dessas tintas, é a receita formulada a partir da mistura de argila e o sumo da palma forrageira, planta originária do nordeste do Brasil, muito comum na Caatinga e no Serrado.

As tintas a base de terra podem ser aplicadas em interiores e exteriores, podendo inclusive serem utilizadas em pinturas artísticas, telas, quadros, madeira e em artesanatos em geral.

A principal vantagem desta tinta está no preço, já que uma lata de dezoito litros de tinta feita com a cola convencional sai por cerca de R$ 20,00 a R$30,00; a fórmula feita com sumo de cactos ou cola de grude não chega a custar muito mais do que R$ 5,00.

Isso já é por si só, um grande incentivo.

Pincipalmente para todos os adpetos do consumo consciente, quanto para as populações de menor renda.

HABITAÇÕES ECOLÓGICAS E SUSTENTÁVEIS

Nestes tempos em que os governos, empresas e cidadãos em todo o mundo despertam para a urgência da preservação da natureza, do meio ambiente e para a conservação dos recursos naturais como a única forma de assegurar a qualidade da vida e a permanência pacífica da humanidade sobre o nosso planeta; o setor da construção civil também vem buscando, re-inventado e implementando métodos, sistemas, técnicas e tecnologias, das mais antigas as mais modernas, para atender aos pré-requisitos de um tipo de habitação mais eficiente - A habitação consciente, ecológica e sustentável.

Esta urgente e nova ordem mundial requer de cada líder, cada povo e de cada indivíduo, uma reflexão e uma tomada de consciência mais rápida, que agilize a mudança de atitudes e dos costumes que estávamos habituados a ter.

De agora em diante o nosso lema, foco e compromisso são: a auto-sustentabilidade, a cultura do “não desperdício”, o consumo consciente, a economia dos recursos naturais, a redução de emissão de CO2 na atmosfera, a qualidade de vida, a economia de recursos naturais e a geração de renda, ascessível e possível à todos.

A sustentabilidade baseia-se nos seguintes aspectos: ambiental, econômico e social, que devem coexistir em equilíbrio; direcionando o resutado da equação: projeto x construção x habitação, para o ideal das escolhas específicas, únicas, originais e personalizadas para cada indivíduo, cada grupo, região, sempre considerando o meio ambiente, o homem e os recursos disponíveis.


Imagem: Maquete do trabalho elaborado pela equipe do Laboratório de Planejamento e Projetos LPP/CAR/UFES.

É neste contexto que entram a arquitetura e a construção sustentável e ecológica, ou como alguns denominam - a bioarquitetura e a bioconstrução - como modalidades de projetos e de obras de reforma e construção, que se fundamentam no uso de mão de obra e de materiais regionais, e ecologicamente corretos, recicláveis, reutilizáveis, sustentáveis, não-poluentes; que não agridam o meio ambiente, seja em seu processo de obtenção ou de fabricação, seja durante a sua aplicação imediata, ou ao longo de sua vida útil.

Os profissionais comprometidos com essa mentalidade avaliam os pre-requisitos para a viabilidade ecológica, econômica e social antes, durante e depois da concepção do projeto e da obra, levando-se em conta os recursos e materiais disponíveis no local ou região, combinando-se a isto as diversas técnicas milenares de construção e as mais modernas tecnologias que se dispõe no mercado, norteando-se pelos princípios a seguir:



Detalhe da construção de chalé com base estrutral de pedras roladas assentadas com argamassa, pilares e estrutura de telhado de madeira de reflorestamento e paredes de típa leve em malha de bambú. Fonte: Ecovila Viver Simples

O uso de matérias-primas naturais e renováveis, disponíveis natureza e na área do entorno da obra, tais como: mão de obra local, pedra rolada, pedra de mão, madeira de reflorestamento certificadas; bambu; areia; barro e terra utilizados em forma de adobe, super-adobe, taipa leve, ou taipa de pilão.

No quesito divisórias podem ser usados cascalho, brita, taipa (composto por barro pilado, misturado com palha, aplicado sobre uma trama de bambus ou de galhos e troncos de árvores ou arbustos resistentes e excedentes na mata), e para os acabamentos cai muito bem usar conchas, palhas, fibras naturais e pinturas a base de cal com pigmentos e corantes naturais, ou o uso de “ecotintas” industrializadas já prontas para a aplicação.


Detalhe da calha em telhado verde para coleta de águas das chuvas - Fonte: Habitare.
A economia do consumo de água potável, com a utilização de sistemas que proporcionam o reuso de água da chuva, por meio da sua coleta, armazenagem e reutilização, que pode ser usada para a descarga de sanitários, regas de jardins, lavagem de pisos e de automóveis e para a refrigeração; assim como para o sistema de combate a incêndio e demais usos permitidos para água não potável.

Outra medida para a redução do consumo de água potável, que assegura uma enorme economia, advém da instalação de vasos sanitários com bacias acopladas acionadas por válvulas especiais, que acionam dois tipos de fluxos de água para descarga: um com um volume maior e outro com volume menor de água, específicos para o tipo de descarga sanitária que se necessita.

O uso de torneiras para lavatórios com acionamento eletrônico ou temporizador por pressão também garantem a redução do consumo e o uso inteligente e consciente da água.


Esquema de coleta solar, armazenamento, distribuição e uso da energia para aquecimento de água.

Residência ecologica e sustentável com coletores de energia solar no telhado e cataventos para energia eólica.

A economia de energia que se pode obter com a implantação de sistemas alternativos e eficientes de captação e de armazenamento, como a instalação de placas coletoras da luz do sol no telhado, garantem o aquecimento da água.

A auto-suficiência energética capaz de produzir a eletricidade necessária para fazer funcionar equipamentos elétricos e eletrodomésticos de toda a casa também pode ser obtida através da energia solar, quando se faz o uso de coletores acoplados a baterias especiais.

Em regiões de alta incidência de ventos pode-se ainda lançar mão de sistemas para a captação da energia eólica (ventos).

A beleza e criatividade do colorido mosaico feito com cacos de azulejos na parede desse Hall que se integra ao piso de pedras locais e as madeiras de demolição das esquadrias. Fonte: Earthship Biotecture.

O uso de matérias-primas recicláveis ou reutilizáveis advindas dos excedentes e refugos da construção civil, como: placas de concreto armado, blocos de cimento para calçamento, madeiras, esquadrias, telhas, tubos, entulho, assim como os azulejos e pisos cerâmicos descartados que podem ser aplicados na confecção de painéis e pisos de mosaico.

Isto se dá também com uma infinidade de materiais, oriundos de vários outros setores da indústria, tais como: ferros e vergalhões, paletes, pneus, vasilhames do tipo pet, garrafas e garrafões de vidro, latinhas de alumínio, barris e galões de plástico e de uma outra imensa variedade de materiais que podem ser facilmente encontrados em ferros-velhos, lojas de material de demolição e brechós, como por exemplo: dormentes, assoalhos, esquadrias, ferragens, vidros, espelhos, cacos de vidro, garrafas de vidro, ladrilhos hidráulicos, louças, metais, bancadas, móveis e etc.


Paredes de garrafas multicoloridas, assentadas com argamassa de barro, banheira e piso de pedras e argamassa de barro tingida com pigmento natural na cor verde e cúoula de ferro e vidros de ferro velho. Fonte: Earthship Biotecture.


Paredes de pneus, latinhas de alumínio, taipa de barro tingido com pigmento natural (p.e. urucum) Fonte:Earthship Biotecture.

É possível encontrar também no mercado materiais já prontos para a utilização, como: telhas, forros, tapetes, carpetes, móveis, conduítes, painéis e divisórias feitos a partir da reciclagem de embalagens do tipo longavida e de diversos tipos de plásticos, papelão, fibras naturais, restos de madeireiras; além de lâmpadas com maiores índices de economia e de durabilidade, ideais tanto para residências, empresas, condomínios e estabelecimentos comerciais.


Telhado verde , que reduz o calor e protege do frio em qulaquer tipo de habitação

Uma construção executada levando-se em conta a direção e a velocidade dos ventos dominantes, será sempre mais saudável, pois será sempre bem ventilada, terá sua atmosfera interna sempre renovada e jamais será abafada, ou guardará calor excessivo nos meses mais quentes. Tampouco será húmida ou gelada demais nos meses de inverno.

Pois toda habitação abafada e quente ou umida e gelada demais está fadada a propiciar a multiplicação de doenças.

Para o bem da saúde de todos os usuários, toda habitação deve primar pelo equilíbrio e o conforto térmico. A implantação correta da habitação no terreno, assegura que se tenha um ambiente saudável e confortável, em qualquer estação do ano, proporcionando um clima intra e extra ambiental sempre temperado e ameno; dipensando-se o uso de ar concidionado e outros eletrodomésticos para o resfriamento ou aquecimento dos ambientes.

Necessidades básicas como ar, alimento, água e abrigo são instintivas a todos os seres humanos assim como para todos os animais. Todos nós buscamos a segurança de viver bem, com mais conforto e saúde. Todos nós anseamos por boa comida, abrigo, segurança, geração de renda e qualidade de vida.

É importante saber que apesar de muito generoso, o nosso planeta também tem limitações nas reservas naturais de energia que pode dispor, de modo a cuidar bem e igualitariamente de tanta gente. De todos nós!
A água potável, as reservas de energias fósseis, a capacidade dos mares de gerar alimentos, da atmosfera para nos fornecer o ar que respiramos e das áreas cultiváveis no planeta para produzirmos o nosso alimento na terra são limitadas, e que devido ao desperdício, da poluição, do consumo desenfreado e da ganância, podem se esgotar.

Uma casa, um consultório, um hotel, um escritório, um condomínio, uma loja, um restaurante, um shopping, uma empresa, uma indústria, uma rua, um quarteirão, um bairro, uma cidade, um estado, um país ou um continente sustentável e ecológico são então o fruto de uma equação bem fácil e simples de se implantar.

A habitação sábia tem o estilo sustentável, ecológico, viável e econômico de ser e visa o bem estar e bem viver das pessoas e o eficiente usufruir de tudo que a natureza e o meio ambiente no nosso planeta tem a nos oferecer.

fonte: http://lecycpicorelli-arquitetura.blogspot.com

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Muito além da fachada Verde

Os desafios das construtoras para criar projetos residenciais realmente sustentáveis em um mercado dominado pela maquiagem verde

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Num grande centro urbano, comprar um imóvel de um empreendimento que promete plantar uma árvore para cada futuro morador parece uma ideia simpática. Se houver lugar para as lixeiras de recicláveis, melhor ainda - afinal, quem não se preocupa com o meio ambiente? Vendidos como iniciativas verdes em inúmeros lançamentos residenciais no país, detalhes como esses podem agradar, mas estão longe de fazer desses edifícios construções efetivamente ecoeficientes. "Ressaltar a sustentabilidade de um único aspecto do projeto é o primeiro sinal de que existe greenwashing [argumento que distorce ou falseia a ideia de baixo impacto ambiental visando a venda]", explica Paola Figueiredo, diretora do grupo SustentaX, empresa pioneira na assessoria para certificação ambiental. E enquanto as grandes empresas não poupam recursos tecnológicos e financeiros para obter algum selo verde para prédios comerciais, as construtoras e incorporadoras brasileiras ainda batem na trave e aplicam muitos conceitos de greenwashing em edifícios residenciais. Mas o assunto está longe de ser ignorado pelo setor.

Alguns empreendedores já esboçam reação e se esforçam para contemplar os três pontos fundamentais da chamada tríade verde: ter impacto ambiental reduzido, trazer benefícios sociais para todos os envolvidos na obra (dos operários aos usuários) e ser economicamente viável. O projeto Spazio Acqua, concebido pela Cosil em Aracaju, é um bom exemplo. Muito bem avaliado pelo Programa Obra Sustentável do Santander (leia quadro na pág. 121), a iniciativa é um reflexo de uma nova mentalidade adotada pela empresa há três anos, quando a construtora contratou a SustentaX para operar uma verdadeira transformação em seu canteiro de obras: seguindo as novas diretrizes, substituíram aço e vidro comuns por outros com percentual de reciclagem, passaram a comprar cimento CP III (que usa uma quantidade menor de calcário na fabricação e por isso emite menos CO2) e a usar produtos regionais (distantes até 800 km da obra), o que diminui os gastos de logística e emissão de gases. Uma segunda construtora que está empenhada é a Even. Há dois anos, ela é a única representante da construção civil no Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&F Bovespa, indicador formado por ações de até 40 empresas comprometidas em alto grau com tais ideais.

Também foi uma das primeiras a publicar o Relatório de Sustentabilidade do GRI, apontado como um dos dez melhores do país pela consultoria inglesa SustainAbility. Ultimamente, o maior esforço da incorporadora tem sido o de divulgar o trabalho de bastidores da construção civil. "Estamos aprimorando os descritivos para que o cliente consiga diferenciar os produtos. Muitas vezes quem compra um apartamento não pergunta nem sobre o tipo de madeira usada, e os vendedores raramente destacam tais aspectos", ressalta Silvio Gava, diretor de sustentabilidade da Even. Outras escolhas acertadas que fazem a diferença, mas ninguém vê, vão desde fôrmas para concreto feitas de plástico, que garantem 100 reutilizações, em vez das 18 permitidas nas de madeira e tintas com baixo nível de compostos orgânicos voláteis (COV), a tubulações hidráulicas não embutidas, para facilitar futuras reformas e diminuir resíduos.

CUSTO OU INVESTIMENTOUm dos quesitos que caracterizam um edifício como sustentável ainda aparece como entrave à multiplicação de empreendimentos do gênero: a viabilidade econômica. Afinal, o valor inicial de uma construção como essa pode chegar a 10% mais do que o de uma convencional. O custo direto (ou seja, o investimento no processo de edificação) é maior, mas a tendência é que o custo indireto (com a manutenção e a operação do prédio) caia. Se corretamente projetado, esse retorno, ou payback, pode superar em poucos anos os gastos adicionais preliminares. "Um dos principais objetivos desse tipo de construção é se manter ativa por ao menos 40 anos. E se ela é mesmo sustentável, terá redução energética significativa, o que vai garantir sua durabilidade", resume Thomaz Assumpção, presidente da Urban Systems, empresa de estudos de mercado e dados demográficos. No limite, um edifício realmente responsável deveria ter projetados também a sua vida útil, durabilidade e até o modo de uma futura demolição, completando a análise de ciclo de vida. Mas a situação permanece inalterada uma vez que ainda não existe demanda dos consumidores por empreendimentos residenciais realmente verdes - ao contrário do movimento que ganha força no setor corporativo, impulsionado pelas multinacionais que se instalam no país com uma agenda sustentável a cumprir. Se ali, imóveis certificados resultam em menor tempo de vacância e aluguel elevado (refletindo uma valorização), aqui, os in¬corpo-radores temem perder competitividade pelo valor de venda mais alto, sem a perspectiva de reaver o excedente no uso e na operação, que ficam a cargo de outro agente do mercado.



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BAIANOS NA CORRIDA PELA CERTIFICAÇÃO

Concedido no país pela Fundação Vanzolini, o selo AQUA (Alta Qualidade Ambiental) já está atraindo construtoras e incorporadoras interessadas em imprimir esse diferencial em seus projetos residenciais. Dois empreendimentos da empresa baiana Ecomundo, já obtiveram a certificação na etapa de programa: o Infinity Ecologic Residence (acima) e o Evolution Ecologic Residence. Agora, serão avaliados nos quesitos concepção, realização e operação. Fundada em 2005, a construtora já traz um trunfo de peso no currículo por ter dois projetos em processo de certificação. Entre as tecnologias previstas nos empreendimentos, estão placas de energia solar para aquecimento dos chuveiros, medidores individuais de água para os apartamentos e sistema de reaproveitamento de líquidos das torneiras e descargas (águas servidas e cinza).


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INCREMENTOS A PASSOS MIÚDOS

As obras do condomínio True Chácara Klabin, em São Paulo, ainda não começaram. Mas o projeto já está sendo lançado como a grande aposta da empresa Even. "Certificamos o True na fase Programa do selo AQUA [Alta Qualidade Ambiental] e estamos em busca das demais", adianta Silvio Gava, diretor da construtora. Até agora, entre os atributos, não desponta nada de tão original em relação aos já usados pela empresa e no mercado: sensores de presença em hall e escadas e tubulação aparente que facilita a manutenção. "Fazer um produto comercialmente adequado a esses valores é relativamente simples, mas direcionar a empresa para isso é mais complicado. É importante incluir tais princípios na aquisição do terreno, durante a construção e até no uso", justifica Silvio. Um exemplo da cadeia sustentável que se estende a outros setores da empresa é o Projeto Toalha, em que cada funcionário da obra recebe uma peça limpa todos os dias, e o Projeto Escola, parceria com uma escola estadual de primeiro e segundo graus, em São Paulo, onde funcionários da construtora realizam ações educativas voluntárias. Iniciativas como essas não constam exatamente da cartilha ecológica, mas responsabilidade social é outro pilar da sustentabilidade.


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APROVADO COM LOUVOR
A lista de atributos que fizeram o Spazio Acqua, na capital do Sergipe, entrar para a seleta lista de empreendimentos com a placa de Obra Sustentável do Santander é extensa: construção de uma nova rua e reforma da calçada nos arredores - o que demonstra a preocupação do projeto com o entorno -, todos os ambientes têm janelas, facilitando a ventilação e a iluminação natural, e os apartamentos virão equipados com brindes, como os recipientes para a coleta de óleo de cozinha. "A empresa precisou se adaptar aos critérios sustentáveis, principalmente na execução das obras", ressalta Samara Meneses Silva, coordenadora do comitê de sustentabilidade da construtora Cosil. Outros pontos fortes do projeto são os estacionamentos revestidos com piso drenante e "piscininhas" que retardam a chegada da água pluvial à rede pública: aspectos citados pela consultoria Sistema Assessoria Ambiental. Há ainda alguns itens mais conhecidos, como as torneiras com temporizador e as bacias com sistema duplo de acionamento nos banheiros. Nas áreas comuns, portas e batentes levam madeira certificada.

BANCO É PONTAPÉ INICIAL PARA QUEM DESEJA CERTIFICAR

Criado há quatro anos pelo banco Real (hoje Santander) com a ajuda da consultoria Sistema Assessoria Ambiental, o Programa Obra Sustentável tem incentivado as empresas que querem se adequar às normas de sustentabilidade sem desembolsar muito. Todas as construtoras que vão pedir financiamento ao banco podem passar por essa avaliação, que dura o tempo da obra (cerca de dois a três anos). Dividida em três fases, ela investiga a política da empresa em relação ao tema, o projeto de arquitetura e, por último, o canteiro de obras. "Não é uma certificação, mas a empresa que atinge um desempenho de ao menos 70% recebe uma placa de reconhecimento", diz a advogada Carolina Piccin, diretora da consultoria. Outra vantagem é que o solicitante terá benefícios contratuais em futuros empréstimos - apesar de o financiamento não estar atrelado ao resultado da avaliação - e já vai ter dado o pontapé inicial em busca de um selo LEED ou AQUA. Mas, para obter os 70% de aprovação, o empreendimento precisa ter ao menos 50% de desempenho no quesito arquitetura - o que tem sido raro ultimamente: "Não vemos ainda uma conexão do projeto com as práticas sustentáveis da empresa, é uma área que ainda está pouco desenvolvida", avalia Carolina.



fonte: Nathalia de Castro
Arquitetura & Construção / Especial Construção Sustentável - 12/2010

terça-feira, 28 de junho de 2011

São Paulo tem de decidir entre obrigatoriedade por telhado branco ou "verde"

PINIweb.com.br | São Paulo tem de decidir entre obrigatoriedade por telhado branco ou "verde" | Construção Civil, Engenharia Civil, Arquitetura

Construção tradicional ou sustentável?



A preocupação com o meio ambiente fez diversos construtores, empresários e consumidores finais mudarem seus conceitos na hora de construir ou reformar.
Entretanto, a realização de procedimentos sustentáveis pode tornar mais custoso o valor final da obra, pesando, assim, no bolso do construtor. Qual, então, pode ser a melhor alternativa para aliar sustentabilidade, recursos financeiros e deixar o custo-benefício atrativo?


Levantamento realizado pela ONG GBC-Brasil – Green Building Council Brasil, revela que 23 empreendimentos receberam o certificado Green Building no ano passado, comprovando que as obras avaliadas cumprem os requisitos de sustentabilidade previstos pelo selo verde internacional Leed – Leadership in Energy and Environmental Desing.

Além disso, 211 construções encerraram 2010 em processo de certificação. Com este resultado, o Brasil fica na 5ª posição no ranking dos países que possuem maior número de construções sustentáveis (atrás de Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Canadá e China).

Para Hernando Laguna, diretor de planejamento da Laguna Arquitetura e Construção, “estes resultados mostram a conscientização dos empresários, construtores e consumidores brasileiros em relação ao meio ambiente. A consolidação do país com as obras sustentáveis, mostra que estamos no caminho certo: o de reutilizar e repensar nossa forma de atuar”.

Entretanto, algumas fases de um projeto podem confundir a cabeça e as decisões na hora de reformar e/ ou construir. “Seja sustentável ou tradicional, algumas etapas da construção exigem cuidado redobrado dos construtores, a fim de evitar desperdícios e retrabalho. Em alguns casos, utilizar materiais sustentáveis pode tornar a obra mais cara, além disso, não existe ainda na ‘linha verde’ um leque de produtos como existe na construção tradicional”, afirma Laguna.

Laguna enumera alguns itens sustentáveis e seus respectivos custos para os construtores ou consumidores ficarem atentos na hora de construir ou reformar:

Baixo custo: utilize pisos e madeiras que possam ser lavados; opte por lâmpadas de alta eficiência; separe os lixos para serem reciclados; dinamize o projeto para que o imóvel possa aproveitar ao máximo a luz solar;

Médio custo: utilize torneiras e peças sanitárias de baixa vazão; implante um sistema de aquecimento solar da água; automatize a iluminação dos ambientes, isso evitará desperdícios;

Alto custo: tratamento total da águas das chuvas e do esgoto; utilize vidros insulados e reutiliza as águas em sanitários.

Hernando Laguna é diretor de planejamento da Laguna Arquitetura e Construção

domingo, 26 de junho de 2011

SUSTENTABILIDADE: Casa popular econômica e sustentável


Assim é esta casa popular que reúne soluções construtivas bem-vindas em qualquer obra, como o uso de madeira certificada e de ventilação e iluminação naturais fartas

A indústria e a universidade se juntaram para colocar de pé o projeto piloto de uma moradia popular que prima pela planta bem distribuída (veja o quadro abaixo), pelo uso de materiais amigos do meio ambiente e pelo conforto térmico obtido com recursos tão simples quanto a ventilação natural.

O segredo do sucesso começa pelo sistema construtivo, a alvenaria estrutural com blocos de concreto, que dispensa vigas e economiza nos acabamentos. Para quem se anima a investir em sustentabilidade, é possível ter banho aquecido por energia solar e aproveitamento da água da chuva, entre outras soluções que você vê nas próximas páginas.

Planejada para Crescer

Ela nasceu dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fruto de um projeto desenvolvido pelos professores Oswaldo Luiz de Souza e Alice de Barros Horizonte Brasileira, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Aprimorada em parceria com a Associação Brasileira de Cimento Portland e com a empresa cimenteira Holcim, a proposta resultou na morada que reúne sala, dois quartos, banheiro, cozinha e lavanderia coberta em uma planta básica de 46 m².

Para que o projeto piloto saia do papel e ganhe os canteiros de obra, é preciso envolver os comerciantes do setor de construção: a ideia é que em revendas parceiras do programa os interessados adquiram o projeto e os materiais e contratem a mão de obra.

A indústria e a universidade se juntaram para colocar de pé o projeto piloto de uma moradia popular que prima pela planta bem distribuída (veja o quadro abaixo), pelo uso de materiais amigos do meio ambiente e pelo conforto térmico obtido com recursos tão simples quanto a ventilação natural.

O segredo do sucesso começa pelo sistema construtivo, a alvenaria estrutural com blocos de concreto, que dispensa vigas e economiza nos acabamentos. Para quem se anima a investir em sustentabilidade, é possível ter banho aquecido por energia solar e aproveitamento da água da chuva, entre outras soluções que você vê nas próximas páginas.


A planta básica pode anexar facilmente a construção de uma suíte com closet: basta substituir a janela por uma porta para conectar os módulos, que assim somam 64 m2.
Ela nasceu dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fruto de um projeto desenvolvido pelos professores Oswaldo Luiz de Souza e Alice de Barros Horizonte Brasileira, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Aprimorada em parceria com a Associação Brasileira de Cimento Portland e com a empresa cimenteira Holcim, a proposta resultou na morada que reúne sala, dois quartos, banheiro, cozinha e lavanderia coberta em uma planta básica de 46 m².

Para que o projeto piloto saia do papel e ganhe os canteiros de obra, é preciso envolver os comerciantes do setor de construção: a ideia é que em revendas parceiras do programa os interessados adquiram o projeto e os materiais e contratem a mão de obra

Postado por Aline Wildemberg
http://sustentabilidade-alineregina-1sem2011.blogspot.com/2011/06/casa-popular-economica-e-sustentavel.html

terça-feira, 21 de junho de 2011

Praça Victor Civita


Praça Victor Civita – Um espaço aberto da sustentabilidade


Nas grandes cidades, criar novos espaços para lazer é uma missão muito difícil. Além das áreas livres serem raras, muitas delas estão contaminadas por substâncias prejudiciais à saúde, impedindo o seu uso.
O espaço de 13.648 m2, que antes servia como aterro de lixo, é considerado hoje sinônimo de sustentabilidade. Por cerca de 40 anos, o local processou toneladas de resíduos, o que resultou em uma severa contaminação do solo por metais pesados e outras substâncias tóxicas.
Graças a novas técnicas, até mesmo um espaço ambientalmente degradado pode se transformar em um espaço de lazer e, quem diria, em um local de reflexão sobre sustentabilidade. Estamos falando da Praça Victor Civita, em Pinheiros, São Paulo.
A Prefeitura Municipal de São Paulo, o Instituto Abril, órgãos públicos e empresas privadas como a Even se uniram para oferecer uma solução economicamente viável e ecologicamente sustentável que permitisse o uso público desse espaço.
Placas no percurso da praça indicam as técnicas de revitalização ambiental. Por exemplo, para evitar o contato dos visitantes com a área de solo contaminado, foi construído um deck com madeira proveniente de fontes legalizadas.  A iluminação utiliza leds, mais duráveis que lâmpadas comuns. Um sistema de calhas permite o reaproveitamento da água da chuva.
A praça tem programas de lazer, educação e cultura que sempre fazem menção à educação ambiental. Confira no site da Praça a programação.
Que tal fazer uma visita para refletir sobre sustentabilidade e, é claro, aproveitar as atrações de cultura e lazer? A praça fica na Rua Sumidouro, 580, Pinheiros – São Paulo.

fonte: http://www.canaldasustentabilidade.com.br/tag/praca-victor-civita/