terça-feira, 28 de junho de 2011

São Paulo tem de decidir entre obrigatoriedade por telhado branco ou "verde"

PINIweb.com.br | São Paulo tem de decidir entre obrigatoriedade por telhado branco ou "verde" | Construção Civil, Engenharia Civil, Arquitetura

Construção tradicional ou sustentável?



A preocupação com o meio ambiente fez diversos construtores, empresários e consumidores finais mudarem seus conceitos na hora de construir ou reformar.
Entretanto, a realização de procedimentos sustentáveis pode tornar mais custoso o valor final da obra, pesando, assim, no bolso do construtor. Qual, então, pode ser a melhor alternativa para aliar sustentabilidade, recursos financeiros e deixar o custo-benefício atrativo?


Levantamento realizado pela ONG GBC-Brasil – Green Building Council Brasil, revela que 23 empreendimentos receberam o certificado Green Building no ano passado, comprovando que as obras avaliadas cumprem os requisitos de sustentabilidade previstos pelo selo verde internacional Leed – Leadership in Energy and Environmental Desing.

Além disso, 211 construções encerraram 2010 em processo de certificação. Com este resultado, o Brasil fica na 5ª posição no ranking dos países que possuem maior número de construções sustentáveis (atrás de Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Canadá e China).

Para Hernando Laguna, diretor de planejamento da Laguna Arquitetura e Construção, “estes resultados mostram a conscientização dos empresários, construtores e consumidores brasileiros em relação ao meio ambiente. A consolidação do país com as obras sustentáveis, mostra que estamos no caminho certo: o de reutilizar e repensar nossa forma de atuar”.

Entretanto, algumas fases de um projeto podem confundir a cabeça e as decisões na hora de reformar e/ ou construir. “Seja sustentável ou tradicional, algumas etapas da construção exigem cuidado redobrado dos construtores, a fim de evitar desperdícios e retrabalho. Em alguns casos, utilizar materiais sustentáveis pode tornar a obra mais cara, além disso, não existe ainda na ‘linha verde’ um leque de produtos como existe na construção tradicional”, afirma Laguna.

Laguna enumera alguns itens sustentáveis e seus respectivos custos para os construtores ou consumidores ficarem atentos na hora de construir ou reformar:

Baixo custo: utilize pisos e madeiras que possam ser lavados; opte por lâmpadas de alta eficiência; separe os lixos para serem reciclados; dinamize o projeto para que o imóvel possa aproveitar ao máximo a luz solar;

Médio custo: utilize torneiras e peças sanitárias de baixa vazão; implante um sistema de aquecimento solar da água; automatize a iluminação dos ambientes, isso evitará desperdícios;

Alto custo: tratamento total da águas das chuvas e do esgoto; utilize vidros insulados e reutiliza as águas em sanitários.

Hernando Laguna é diretor de planejamento da Laguna Arquitetura e Construção

domingo, 26 de junho de 2011

SUSTENTABILIDADE: Casa popular econômica e sustentável


Assim é esta casa popular que reúne soluções construtivas bem-vindas em qualquer obra, como o uso de madeira certificada e de ventilação e iluminação naturais fartas

A indústria e a universidade se juntaram para colocar de pé o projeto piloto de uma moradia popular que prima pela planta bem distribuída (veja o quadro abaixo), pelo uso de materiais amigos do meio ambiente e pelo conforto térmico obtido com recursos tão simples quanto a ventilação natural.

O segredo do sucesso começa pelo sistema construtivo, a alvenaria estrutural com blocos de concreto, que dispensa vigas e economiza nos acabamentos. Para quem se anima a investir em sustentabilidade, é possível ter banho aquecido por energia solar e aproveitamento da água da chuva, entre outras soluções que você vê nas próximas páginas.

Planejada para Crescer

Ela nasceu dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fruto de um projeto desenvolvido pelos professores Oswaldo Luiz de Souza e Alice de Barros Horizonte Brasileira, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Aprimorada em parceria com a Associação Brasileira de Cimento Portland e com a empresa cimenteira Holcim, a proposta resultou na morada que reúne sala, dois quartos, banheiro, cozinha e lavanderia coberta em uma planta básica de 46 m².

Para que o projeto piloto saia do papel e ganhe os canteiros de obra, é preciso envolver os comerciantes do setor de construção: a ideia é que em revendas parceiras do programa os interessados adquiram o projeto e os materiais e contratem a mão de obra.

A indústria e a universidade se juntaram para colocar de pé o projeto piloto de uma moradia popular que prima pela planta bem distribuída (veja o quadro abaixo), pelo uso de materiais amigos do meio ambiente e pelo conforto térmico obtido com recursos tão simples quanto a ventilação natural.

O segredo do sucesso começa pelo sistema construtivo, a alvenaria estrutural com blocos de concreto, que dispensa vigas e economiza nos acabamentos. Para quem se anima a investir em sustentabilidade, é possível ter banho aquecido por energia solar e aproveitamento da água da chuva, entre outras soluções que você vê nas próximas páginas.


A planta básica pode anexar facilmente a construção de uma suíte com closet: basta substituir a janela por uma porta para conectar os módulos, que assim somam 64 m2.
Ela nasceu dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fruto de um projeto desenvolvido pelos professores Oswaldo Luiz de Souza e Alice de Barros Horizonte Brasileira, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Aprimorada em parceria com a Associação Brasileira de Cimento Portland e com a empresa cimenteira Holcim, a proposta resultou na morada que reúne sala, dois quartos, banheiro, cozinha e lavanderia coberta em uma planta básica de 46 m².

Para que o projeto piloto saia do papel e ganhe os canteiros de obra, é preciso envolver os comerciantes do setor de construção: a ideia é que em revendas parceiras do programa os interessados adquiram o projeto e os materiais e contratem a mão de obra

Postado por Aline Wildemberg
http://sustentabilidade-alineregina-1sem2011.blogspot.com/2011/06/casa-popular-economica-e-sustentavel.html

terça-feira, 21 de junho de 2011

Praça Victor Civita


Praça Victor Civita – Um espaço aberto da sustentabilidade


Nas grandes cidades, criar novos espaços para lazer é uma missão muito difícil. Além das áreas livres serem raras, muitas delas estão contaminadas por substâncias prejudiciais à saúde, impedindo o seu uso.
O espaço de 13.648 m2, que antes servia como aterro de lixo, é considerado hoje sinônimo de sustentabilidade. Por cerca de 40 anos, o local processou toneladas de resíduos, o que resultou em uma severa contaminação do solo por metais pesados e outras substâncias tóxicas.
Graças a novas técnicas, até mesmo um espaço ambientalmente degradado pode se transformar em um espaço de lazer e, quem diria, em um local de reflexão sobre sustentabilidade. Estamos falando da Praça Victor Civita, em Pinheiros, São Paulo.
A Prefeitura Municipal de São Paulo, o Instituto Abril, órgãos públicos e empresas privadas como a Even se uniram para oferecer uma solução economicamente viável e ecologicamente sustentável que permitisse o uso público desse espaço.
Placas no percurso da praça indicam as técnicas de revitalização ambiental. Por exemplo, para evitar o contato dos visitantes com a área de solo contaminado, foi construído um deck com madeira proveniente de fontes legalizadas.  A iluminação utiliza leds, mais duráveis que lâmpadas comuns. Um sistema de calhas permite o reaproveitamento da água da chuva.
A praça tem programas de lazer, educação e cultura que sempre fazem menção à educação ambiental. Confira no site da Praça a programação.
Que tal fazer uma visita para refletir sobre sustentabilidade e, é claro, aproveitar as atrações de cultura e lazer? A praça fica na Rua Sumidouro, 580, Pinheiros – São Paulo.

fonte: http://www.canaldasustentabilidade.com.br/tag/praca-victor-civita/